Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

«A minha avó pede desculpa», de Fredrik Backman

«A Minha Avó Pede Desculpa», de Fredrik Backman, conta a história de Elsa, uma menina de quase sete anos muito inteligente e diferente, e da sua avó excêntrica, irreverente e absolutamente única.  A Avozinha não tem muito jeito para viver no mundo real. Tem regras a mais. Ela faz batota quando joga Monopólio; conduz Renault na faixa dos autocarros; rouba aqueles sacos amarelos do IKEA; não fica atrás da linha quando está à espera das malas no tapete rolante do aeroporto. E, quando vai à casa de banho, deixa a porta aberta. No entanto, conta as melhores histórias de sempre e, por isso, Elsa consegue perdoar-lhe algumas falhas de personalidade. A relação entre avó e neta é incrivelmente forte. Elsa já sentia que a mamã não a compreendia e, agora que vai ter um maninho, sente-se ainda mais distante da mamã. Por sua vez, a avó compreende-a e está sempre disponível quando precisa. Ter uma avó é como ter um exército. É o derradeiro privilégio dos netos: saberem que têm alguém sempre do s...
Mensagens recentes

Os livros que mais me marcaram em 2025

Ao longo de 2025, tive a sorte de fazer boas leituras. Mas, como em tudo, há sempre aquelas histórias que nos tocam de forma diferente. Que permanecem. Este é o meu top 5 de leituras de 2025 — livros que me emocionaram, que me fizeram pensar e que, de alguma forma, deixaram marca em mim. Entre eles está «Atmosfera», de Taylor Jenkins Reid, uma leitura envolvente e intensa, daquelas que nos prendem do início ao fim. Da mesma autora, «Os Sete Maridos de Evelyn Hugo» voltou a provar por que razão é tão falado — uma história poderosa, cheia de camadas e impossível de esquecer. «A Breve Vida das Flores», de Valérie Perrin, foi uma surpresa bonita. Um livro sensível, cheio de humanidade, que nos faz abrandar e sentir. «Terra Ferida», de Clare Leslie Hall, trouxe uma intensidade diferente — uma leitura marcante, com um peso emocional que não deixa ninguém indiferente. E, por fim, «A Minha Avó Pede Desculpa», de Fredrik Backman, um livro que mistura emoção, ternura e um toque de humor de forma...

Objetivos literários para 2026

Depois de um ano de reencontro com a leitura, quis entrar em 2026 com a mesma leveza. Sem listas intermináveis ou metas impossíveis — apenas intenções que façam sentido para mim e para o meu ritmo.  Mais do que números, quero continuar a cultivar o prazer de ler, sem pressas e sem culpas. Ainda assim, defini alguns objetivos que me motivam e me ajudam a manter o foco. Gostava de ler pelo menos 30 livros e dar mais atenção à literatura portuguesa, com a meta de 6 livros de autores nacionais (ou mais, quem sabe!). E há também um desejo antigo: finalmente ler um livro de José Saramago. Quero ainda desafiar-me a ler pelo menos um livro em inglês e criar o meu diário de leitura de 2026, para guardar melhor tudo o que vou vivendo entre páginas. Mas, quase sem dar conta, nasceu outro objetivo — um que não estava nos planos. Aos poucos, este gosto pelos livros começou a crescer para além das páginas. Comecei a partilhar mais, a falar sobre o que leio, a dar a minha opinião… e, sem esperar,...

Wrap-up de leituras 2025

Criar o SM | Books & Co. foi uma forma de voltar a mim. Voltar aos livros, à escrita e a esse lugar seguro onde sempre encontrei abrigo. E por isso, fez-me todo o sentido que o primeiro texto deste blogue fosse um balanço. Um olhar tranquilo sobre um ano de leituras, sem pressas, sem pressões — apenas com prazer. No início de 2025, estabeleci um objetivo simples: ler 25 livros. Hoje, ao fechar o ano, posso dizer com um sorriso que li 27. Ultrapassar esta meta deixou-me genuinamente feliz, não pelo número em si, mas por tudo o que ele representa. 🤍 Ao longo do ano, quis também aproximar-me mais da literatura nacional. Li 3 livros de autores portugueses. Gostava que tivessem sido mais, é verdade, mas fica desde já como um compromisso comigo mesma para 2026 🇵🇹✨ No total, li 9 415 páginas. Mas mais importante do que páginas ou estatísticas, foi a forma como li. Descobri novos autores, arrisquei géneros que antes não explorava e deixei-me surpreender. Sobretudo, li com calma, ao meu ...