Depois de um ano de reencontro com a leitura, quis entrar em 2026 com a mesma leveza. Sem listas intermináveis ou metas impossíveis — apenas intenções que façam sentido para mim e para o meu ritmo.
Mais do que números, quero continuar a cultivar o prazer de ler, sem pressas e sem culpas. Ainda assim, defini alguns objetivos que me motivam e me ajudam a manter o foco.
Gostava de ler pelo menos 30 livros e dar mais atenção à literatura portuguesa, com a meta de 6 livros de autores nacionais (ou mais, quem sabe!). E há também um desejo antigo: finalmente ler um livro de José Saramago.
Quero ainda desafiar-me a ler pelo menos um livro em inglês e criar o meu diário de leitura de 2026, para guardar melhor tudo o que vou vivendo entre páginas.
Mas, quase sem dar conta, nasceu outro objetivo — um que não estava nos planos.
Aos poucos, este gosto pelos livros começou a crescer para além das páginas. Comecei a partilhar mais, a falar sobre o que leio, a dar a minha opinião… e, sem esperar, surgiram oportunidades. Convites. Livros cedidos. Novas experiências.
E, de repente, aquilo que era só meu começou também a ser partilhado com outros.
Confesso que ainda me estou a habituar. Mas estou a adorar cada parte deste caminho — conhecer pessoas, descobrir novas histórias, dar voz às leituras que me marcam.
Por isso, mais do que um objetivo, isto tornou-se uma vontade: continuar a crescer, a aprender e a fazer parte desta comunidade que tanto me tem dado.
E por aí, já definiram os vossos objetivos de leitura para este ano?

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