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«A minha avó pede desculpa», de Fredrik Backman

«A Minha Avó Pede Desculpa», de Fredrik Backman, conta a história de Elsa, uma menina de quase sete anos muito inteligente e diferente, e da sua avó excêntrica, irreverente e absolutamente única. 


A Avozinha não tem muito jeito para viver no mundo real. Tem regras a mais. Ela faz batota quando joga Monopólio; conduz Renault na faixa dos autocarros; rouba aqueles sacos amarelos do IKEA; não fica atrás da linha quando está à espera das malas no tapete rolante do aeroporto. E, quando vai à casa de banho, deixa a porta aberta. No entanto, conta as melhores histórias de sempre e, por isso, Elsa consegue perdoar-lhe algumas falhas de personalidade.


A relação entre avó e neta é incrivelmente forte. Elsa já sentia que a mamã não a compreendia e, agora que vai ter um maninho, sente-se ainda mais distante da mamã. Por sua vez, a avó compreende-a e está sempre disponível quando precisa.


Ter uma avó é como ter um exército. É o derradeiro privilégio dos netos: saberem que têm alguém sempre do seu lado sejam quais forem as circunstâncias. Mesmo quando estão errados. Na verdade, principalmente quando estão errados. Uma avó é, ao mesmo tempo, uma espada e um escudo.


Infelizmente, a avó de Elsa está muito doente e, quando morre, deixa a Elsa uma série de cartas destinadas a pessoas que magoou ao longo da vida, pedindo desculpa. A Elsa, cabe a tarefa de as entregar.


Nesta viagem inesperada, Elsa vai conhecer melhor o passado da avó, descobrir segredos, criar laços improváveis e aprender sobre amor, perda, coragem e a importância de sermos quem somos. Uma história ternurenta, divertida e profundamente humana. 


Há muito tempo que queria ler um livro de Fredrik Backman e, agora que o fiz, só me pergunto porque esperei tanto.


Que livro tão bonito. Uma leitura incrivelmente sensível, ternurenta e cheia de significado. A história de Elsa é profundamente tocante, daquelas que ficam connosco muito depois de fecharmos o livro. É um livro fofo, delicado e ao mesmo tempo poderoso.


É, sem dúvida, uma história que quero guardar e contar à minha filha quando ela crescer. Um livro que conforta, ensina e emociona.


Na minha opinião, é uma leitura obrigatória. Aborda temas essenciais de forma honesta e humana: bullying, parentalidade, amizade, família, a importância de estarmos presentes, morte, violência doméstica, entre muitos outros. Tudo isto tratado com a sensibilidade única do autor.



Miamas é o reino secreto de Elsa e da Avozinha. É um dos seis reinos na Terra-de-Quase-Acordar. A Avozinha, que é boa a inventar coisas, criou-a quando Elsa era pequena, a Mamã e o Papá tinham acabado de se divorciar e Elsa ficara com medo de dormir porque lera qualquer coisa na internet sobre crianças que morriam durante o sono.




Não é preciso fechar os olhos para chegar à Terra-de-Quase-Acordar, como aliás o próprio nome indica. Basta estar quase a dormir e naqueles últimos segundos, quando os olhos se estão a fechar e as neblinas cruzam a fronteira entre aquilo que pensamos e aquilo que sabemos, então partimos. Entramos na Terra-de-Quase-Acordar montados em animais de nuvem, que são a única forma de lá chegar.




É assim que se mede o tempo na Terra-de-Quase-Acordar: em eternidades. Como não há relógios na Terra-de-Quase-Acordar, o tempo é medido de acordo com a forma como nos sentimos. Se parece ter passado uma eternidade, dizemos «uma eternidade inferior», e se parece ter passado mais ou menos duas dúzias de eternidades, dizemos «uma eternidade absoluta». A única coisa que é mais do que uma eternidade absoluta é a eternidade de um conto de fadas que, por sua vez, é uma eternidade de eternidades absolutas. E a espécie mais longa de eternidade que existe é a eternidade de dez mil contos de fadas, o maior número que há na Terra-de-Quase-Acordar.


São tantas as passagens bonitas e ternurentas que poderia citar todo o livro e, mesmo assim, não conseguir exprimir de forma explícita o que este livro me fez sentir. 


Um livro que aquece o coração e deixa marcas.

Recomendo muito! 


Já leram este livro? O que acharam?




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